Quarentena...
Bom...creio que tenho uma tendência de desaparecer desse blog hahahaha mas agora aproveitando a quarentena vou postar alguns dos meus poemas aqui já que foi em volta disso que criei essa página. Basicamente ao longo desse período levei alguns foras e constantes momentos de não sei o que tá acontecendo mais então caso percebam alguns tons de melancolia é o coração se recuperando hahahaha e no final todos vamos nos reunir de novo com quem a gente ama!
Esse vale pelos amores perdidos...não dei título porque peguei a mania de só escrever os poemas e largar pra lá...a veia Monica Geller que corre em mim às vezes falha...
"de que me vale as palavras
se teu descaso as devora
de que me vale o sentimento
se tua resposta me apavora
creio que sentir você é querer decifrar
demônios guardados
é não querer enxergar o óbvio
e suspirar com meus equívocos
confundo meia letra de sua resposta
com o interpretar de um soneto
me arrasto à penúria de afeto
e meu desejo permanece sem proposta
ir embora é a melhor solução
mesmo que corroa por dentro
prefiro a ilusão espairecida em sua falsa reciprocidade
do que o clarão da manhã sem tuas marcas no ego da minha vaidade"
Pedro Chaves - 29/Abril/2020
Esse post vai soar bem segunda geração romântica mas sentimento é bom ser escrito pra melhor ser entendido não é? Então vamos de mais um poeminha...
"a chuva que cai
é reflexo do meu pensar de ti
é meu pensamento que flutua tão alto
que se rompe em míseras lágrimas
mas essas não irrigam os campos da esperança
elas escorrem pelo árduo asfalto da amargura
e procuram algum bueiro para serem enterradas em angústia
e no caminho elas relutam
as mãos que percorreram um corpo que lhe rasgaram a feição de superação
e correm
sem nem pensar nos tempos de solidão
e pra onde se seguem
não sei mais
se erraram de céu
se erraram de rosto
e a chuva continua a cair
ora se assusta
ora se liberta friamente
e a alma seca
apodrece
se expurga do corpo
mofa
e lhe resta somente
a ilusão de um nó desatado
a percepção de um toque lhe sendo arrancado
e as carícias que um sol outrora trouxe
não limitam o precipitar de tortura
a chuva se desgasta
torna-se fina
tão perto do limite do silêncio
um silêncio ensurdecedor
que se torna sufocante
estrangula a alma
perfura
marca
rasga
e ela tenta se recompor com os destroços de amor
que não lhe deixou nada
somente o soluçar de tristeza
a destreza esquecida mas sentida
e o azar
de pensar inutilmente que aquilo se julgaria amistoso..."
Pedro Chaves - 03/Abril/2020
Queria trazer de fato isso aqui hoje mas prometo me empenhar mais nesse tempo isolado...
Mas e vocês? como estão se sentindo nessa quarentena? E o que acharam desses versos? Usem os comentários para se expressarem!
Beijos de lua 😗
Esse vale pelos amores perdidos...não dei título porque peguei a mania de só escrever os poemas e largar pra lá...a veia Monica Geller que corre em mim às vezes falha...
"de que me vale as palavras
se teu descaso as devora
de que me vale o sentimento
se tua resposta me apavora
creio que sentir você é querer decifrar
demônios guardados
é não querer enxergar o óbvio
e suspirar com meus equívocos
confundo meia letra de sua resposta
com o interpretar de um soneto
me arrasto à penúria de afeto
e meu desejo permanece sem proposta
ir embora é a melhor solução
mesmo que corroa por dentro
prefiro a ilusão espairecida em sua falsa reciprocidade
do que o clarão da manhã sem tuas marcas no ego da minha vaidade"
Pedro Chaves - 29/Abril/2020
Esse post vai soar bem segunda geração romântica mas sentimento é bom ser escrito pra melhor ser entendido não é? Então vamos de mais um poeminha...
"a chuva que cai
é reflexo do meu pensar de ti
é meu pensamento que flutua tão alto
que se rompe em míseras lágrimas
mas essas não irrigam os campos da esperança
elas escorrem pelo árduo asfalto da amargura
e procuram algum bueiro para serem enterradas em angústia
e no caminho elas relutam
as mãos que percorreram um corpo que lhe rasgaram a feição de superação
e correm
sem nem pensar nos tempos de solidão
e pra onde se seguem
não sei mais
se erraram de céu
se erraram de rosto
e a chuva continua a cair
ora se assusta
ora se liberta friamente
e a alma seca
apodrece
se expurga do corpo
mofa
e lhe resta somente
a ilusão de um nó desatado
a percepção de um toque lhe sendo arrancado
e as carícias que um sol outrora trouxe
não limitam o precipitar de tortura
a chuva se desgasta
torna-se fina
tão perto do limite do silêncio
um silêncio ensurdecedor
que se torna sufocante
estrangula a alma
perfura
marca
rasga
e ela tenta se recompor com os destroços de amor
que não lhe deixou nada
somente o soluçar de tristeza
a destreza esquecida mas sentida
e o azar
de pensar inutilmente que aquilo se julgaria amistoso..."
Pedro Chaves - 03/Abril/2020
Queria trazer de fato isso aqui hoje mas prometo me empenhar mais nesse tempo isolado...
Mas e vocês? como estão se sentindo nessa quarentena? E o que acharam desses versos? Usem os comentários para se expressarem!
Beijos de lua 😗
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirIncrível. Amo seus poemas e amo você.
ResponderExcluirMuito obrigado Lu! Lov u
ExcluirQue incrível, Pedro! Escrever é realmente uma das melhores coisas pra liberar sentimentos, não é?
ResponderExcluirEstá sendo difícil escrever nessa quarentena, sinto que preciso ver gente, movimento, aglomerações (rs) para me inspirar. Ainda estou vendo como vou contornar isso (visto que tenho prazos pra cumprir), mas estou esperançosa!!
Beijos e parabéns!!
Muito obrigado pelas palavras Lavínia! Siim de fato escrever nessas situações é o melhor a ser feito. Te entendo com relação a isso mas tomara que as coisa vão voltar e sua criatividade também volte a ativa🥰🥰
ExcluirPedro!! Seus poemas são lindos!!! Nossa quanta inspiração menino!!!Você e muito talentoso e estou super orgulhosa de você.
ResponderExcluirQue Deus te ilumine para que você continue sempre assim.